Bandas independentes e livres na internet



“Independência ou morte!” gritou Dom Pedro I às margens plácidas do rio Ipiranga. A frase que supostamente teria sido bradada aos quatro ventos declarando a independência do Brasil, tem uma conotação forte de afirmação da liberdade. No ramo artístico, mudemos para o tom de um dilema shakespeareano: “Independência ou morte? Eis a questão”.

Sair da linha pop e assumir uma identidade alternativa é a escolha de vários artistas brasileiros, antes quase mortos pelos conglomerados midiáticos que viciam o consumidor com “produtos populares”, o ramo independente da música tem conseguido galgar seu lugar ao sol e mostrar qualidade, independe de grandes produções ou investimentos em publicidade. A quem devemos agradecer? Novamente à tão abençoada internet.

Para os artistas precursores do ramo independente, quase sempre nascidas no meio underground, o mercado sempre foi bastante fechado, desta maneira os CD’s eram comercializados em bancas de revista, fora das prateleiras das grandes lojas, consequentemente longe do alcance de muita gente. Com a internet, as formas de divulgação começaram a mudar, hoje só quem quer escuta apenas o que está na mídia.

Myspace, YouTube, Orkut, Blog’s... a lista de novos caminhos para conhecer uma nova proposta musical é um tanto extensa. E o alternativo desta vez não é restrito ao mundo de bandas de metal, hardcore ou outros estilos mais pesados, claro que também fazem parte deste universo, mas hoje a gama de coisas novas e boas a cada dia está mais próxima de nós e no gosto do freguês.

Importante figura no cenário musical paulistano, o artista Curumin apresenta um trabalho inovador, com pequenas doses de batidas eletrônicas e às vezes com tom psicodélico, o músico traz letras diversificadas e porque não inusitadas. Em uma de suas canções Curumin sintetiza sua idéia sobre a imprensa: “A verdade foi comprada pelo cara da maleta, rabo preso é que domina a notícia do planeta”. Com a cabeça fria e o pé quente o músico guia sua “Magrela Fever” pelos rumos da nova MPB. O trabalho do artista está disponível no www.myspace.com/curumin , neste endereço é possível ouvir outras músicas do álbum atual e conhecer um pouco mais dos antigos projetos do músico.

Garimpando pelo Myspace é possível encontrar muitas outras coisas boas e alternativas. A banda Cérebro Eletrônico, que segue uma linha de músicas meio surreais e com uma alma proveniente do humor, mostra uma linguagem bastante alternativa mas fácil de ser apreciada, não é nada difícil gostar do som dos caras que usam perucas coloridas, óculos gigantes e até chegam a usar alguns brinquedos como instrumentos musicais. A maioria dos músicos que compõem o Cérebro Eletrônico também faz parte de outra banda que segue a mesma linha, o Jumbo Eléktro. O trabalho dos rapazes pode ser acessado pelo
www.myspace.com/cerebroeletronico , destaque para a música “Pareço Moderno” que demonstra um pouco do perfil de quem curte e de quem faz este tipo de som.

No YouTube a dica é para clipes de outra banda independente, esta já é mais conhecida do público, o Rock Rocket traz músicas com batidas que traduzem o rock and roll jovem, um dos melhores da banda é também um dos primeiros clipes produzidos: “Puro Amor em alto Mar”. Outra boa dica vem da mesma safra, a música “Por um Rock and Roll mais Alcoólatra e Inconseqüente” passa com clareza a raiz underground da banda.
Misturando música e vídeo, o site Música de Bolso traz artistas em momentos inusitados com novas versões de canções de seus repertórios. A proposta é inovar, o projeto conta com novos nomes da música, como Mariana Aydar e Salma de Freitas, além de artistas já consagrados: Arnaldo Antunes e Mart’nália, entre outros. Não foge do tema “independentes” porque apresenta o novo e sempre trazendo Lado A e Lado B. O endereço do site é www.musicadebolso.com.br .

Como uma fênix ???


Vários dias inspirados mas não documentados... o jejum de novas idéias por aqui podem estar com os dias contados.
A proposta é reinventar, sem mudar muito. Paradoxo não ???

"Quem não se comunica se trumbica !!!", concorda TEREZINHAAA ??? A grande sede de todos é de informação. Se a tal Terezinha concorda com o Velho Guerreiro não sei, eu concordo.

Comunico então que agora este espaço tem o dever de informar. A tempestade de idéias continua. É necessário dar um rumo para as coisas, confesso que nos últimos dois meses (junho e julho) este blog deixou de ser apenas um "Espaço em aberto" e virou uma grande lacuna no meio digital. Parado e esquecido, mas existente. Agora renasce das cinzas (daí o título do post), com a pretenção de disponibilizar informação.

As últimas postagens já vieram com este novo tom (foi sem querer). O blog deve continuar em uma linha semelhante, sem grandes alterações. Tentando ser menos quadrado que este texto, agora me deparo, está parecendo um informativo padrão, a idéia é ser alternativo... já vi que nem sempre é fácil fugir dos ideiais funcionalistas. São Maluco que me ajude !!

Cordel do Fogo Encantado

O sabiá no sertão,
Quando canta me comove.
Passa três meses cantando
E sem cantar passa nove,
Porque tem a obrigação
de só cantar quando chove.

Chuva

O amor é filme..
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica
dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira, comedia romântica

O amor é filme

Mas é difícil dizer

Música é sempre muito bom ouvir, degustar com os ouvidos... dizem tantas coisas, de uma forma bonita. Interessante como nós somos vulneráveis a belas canções. Não sei porque, "to" com uma na cabeça. Quando a gente conversa, contando casos besteiras... tanta coisa em comum, deixando escapar segredos, eu nem sei que hora dizer, me dá um medo...
Estranho o medo, medo de dizer que "te amo", o que pode acontecer ? Muita coisa...
Verdade, uma frase tão simples, penso que seja muito mais fácil de escrever do que dizer. Essa letra em particular, foi escrita por Bebel Gilberto em parceria com Cazuza, poetas... usam e abusam do "eu te amo" que é tão difícil dizer. Quem ama afinal? Eu ou o meu 'eu-lírico', é tão difícil dizer... Já é hora de aprender, isso não é esperanto, é apenas uma frase curta em primeira pessoa, indica ação, a ação de amar alguém. Mas é tão difícil dizer... dá um medo... o que os poetas têm que tornam esta frase tão simples de ser pronunciada? Eles apenas escrevem, quem diz é quem lê, e ninguém lê um poema sem nada no coração. “Eu te amo”, quem disse foi você, ou apenas pensou, não foi difícil; agora tente dizer para alguém, não qualquer um, alguém que recebe a ação, a ação de amar. Mas quem você ama?
Complexo demais isso aqui, o que eu tenho a perder se eu disser “eu te amo” ? Não vai acontecer mais um terremoto, vulcões não entrarão em erupção, mas eu preciso... te ganhar ou perder, sem engano.
Engano... deixa pra lá, é muito difícil dizer.

O som da movelaria

Os Móveis Coloniais de Acaju são de Brasília, uma banda de grandiosos malucos, formada desde 1998, dez músicos tocam desde guitarra e baixo até flauta transversal e gaita cromática. O som leva influência de todos os tipos, mesclando rock, ska e música européia, uma mistura de ritmos, formando um estilo que eles próprios denominam de "feijoada búlgara".

Os caras têm um CD e um EP gravados, o CD, lançado em 2005, leva o título “Idem”, trazendo 12 músicas, uma delas é “Copacabana”, com uma letra que nos apresenta uma declaração de amor bastante criativa, um exemplo de como a banda foge do ecletismo e da mesmice



Os Móveis ocupam ainda um posto na lista das 50 melhores músicas de 2007, divulgada pela revista Rolling Stone, a canção premiada é "Sem Palavras", que você pode conhecer nesse próximo videozinho



Móveis novos para a nossa música !!
Se curtiu acesse o site da banda: www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br
lá tem muito mais sobre os caras, letras das músicas, as próprias músicas para ouvir, agenda de shows, galeria de fotos.. enfim, um montão de coisas bacanas.

O tempo serve pra quê?

Serve para nos deixar apreensivos, para fazer a gente correr, correr pra tudo. Essa não é a melhor idéia de tempo. Tenho medo de não ter tempo para as coisas boas, medo de me tornar um workaholic, um coitado viciado em trabalho, com uma vida totalmente fundamentada no modo de ser metódico. É inteligente ser despreocupado, alivia a cabeça e mata a sede do intelecto.

Talvez 24 horas sejam mesmo pouco tempo, talvez 20, 30, 50 anos sejam pouco tempo, é tudo uma questão de visão, de vivencia. Um homem sozinho, aposentado, sem família ou amigos, porém extremamente rico pode pensar que soube usar o seu, afinal construiu um belo império material, mas isso é tudo, ele ainda é feliz, mas por quanto tempo mais?

Não penso que tempo seja dinheiro, mesmo que seja um pensamento que caminha na total contra-mão da humanidade, o meu não tem preço. A vida é feita de experiências, boas e ruins, mas todas acompanhadas de muito aprendizado, alguém vende vida por aí? A minha é mais valiosa do que qualquer tipo de papel moeda, vale o que me é importante, se o preço é aprendizado penso que é um valor justo, levando em consideração aquela velha filosofia de que “sabedoria é o único bem que ninguém pode nos tirar”.

Enquanto fico aqui, sentado em frente a um computador, escrevendo idéias que nem sei quantas pessoas irão ler, ou se alguém vai mesmo ler, uso um pouco do meu tempo, mas não o perco, tempo perdido é perdido com coisas fúteis, e se parar pra pensar não há muita coisa que seja fútil. Estar em um bar, com amigos ou desconhecidos, bem à toa, não é perder tempo, com amigos não se perde tempo nunca, e com boas conversas também não. Perder tempo é deixar de fazer isso.

E se você acha que tempo é dinheiro, está na hora de gastar mais, esbanjar com leitura, conversas, soneca quando o cansaço já é inabalável, bons filmes, boa música. Isso não é papo de vagabundo, só pequenas boas idéias pra se chatear menos com tudo, e como conseqüência, pra deixar de ser chato.

Sobre jornalismo...


Para se fazer bem alguma coisa é preciso gostar do que faz, antes de escolher uma carreira as pessoas costumam pensar e pensar... no meu caso acho que foi um impulso pensado, estranho, mas é assim.

Como você vê o jornalismo? Como uma utilidade pública? Como uma profissão para boêmios ou uma atividade sisuda para pessoas quadradas? Eu vejo como a minha vida, a minha profissão, o que eu resolvi escolher para fazer, assim... num espasmo momentâneo de “impulso pensado”.

A arte de escrever, a redação, as incessantes e longas - e também prazerosas - horas de leitura. A pirâmide invertida, o lead, o dead line, o texto literário, as passagens, as pesquisas, os off’s, as pautas. Tudo isso agora faz parte da minha vida, aprendi, aprendo e ainda vou aprender muita coisa, mas o mais importante é a lição que temos todos os dias nas aulas e nos laboratórios, lidamos com pessoas e suas histórias, somos ouvintes e reprodutores de cada narrativa, abrimos as aspas dos pensamentos e pontuamos cada linha preenchida com opiniões diversas, afinal é nosso dever ouvir todos os lados, mas também é importante emitir o nosso ponto de vista.

Imparcialidade é um dever, passividade é burrice, não somos treinados para sentar e transcrever o que nos foi dito. Aprendemos a apurar, ouvir, entender, explicar e tornar público, numa forma mais funcional de ver as coisas. Mas também sabemos ser complexos, saber um pouco de cada coisa é nossa obrigação.

Soa um tanto quanto ambicioso demais querer escrever o que é o jornalismo de verdade, nem sei nada sobre o assunto, sei o que devo saber e também o que devo aprender, e uma noção de que desconheço o que devo conhecer, cabe agora correr atrás, conhecer o desconhecido e descobrir o mais desconhecido ainda.

Sou de uma turma que se aproxima do fim do começo, ainda não é último ano, mas a idéia de que o ano que vem será é meio assustadora, mas um alívio, findará uma época de aprendizado e começará outra, é assim que a vida segue, feita de etapas. O mercado nos espera, o mundo real está logo ali, sem intervalo no chafariz, sem sonecas no meio das aulas, sem brincadeiras insanas e seções de fotos que começam do nada. Mal começou 2008 e já penso em 2009, o tempo corre, aproveitemos enquanto dura, vamos treinando para ser grandes profissionais e pessoas de caráter, conhecimento nunca é demais, aumentam os centímetros das nossas mentes, fechando uma diagramação perfeita com títulos inteligentes. As amizades feitas não desaparecem, o tempo pode até distanciar, mas uma história já foi escrita e o texto não foi editado, está tudo na íntegra.